Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 21/12/2020
O filme “Operação Supletivo - Agora Vai!” mostra como o personagem Teddy teve ajuda de sua professora para enfrentar seu déficit de atenção na volta aos estudos na fase adulta. Entretanto, no Brasil hodierno, muitos dos indivíduos que frequentam o Ensino de Jovens e Adultos (EJA) não apresentam esse auxílio necessário, enfrentando empecilhos relacionados à falta de locais que ofereçam esse auxílio e à falta de correlação entre horário das aulas e do trabalho. Logo, urgem medidas realizadas pelo Governo e pelo indivíduo estudante para reverter essa situação.
Decerto, muitos lugares não ofertam a ajuda adequada para os alunos do EJA, e gera a necessidade desses estudantes procurem auxílio externo. A título de ilustração, tem-se a série “Todo mundo odeia o Chris”, a qual mostra, em um de seus episódios, o personagem Malcon, após não ser aceito em uma escola, procurando ajuda do Chris para estudar. Fora da ficção, esse cenário é repetido, em que bastantes adultos, os quais procuram uma melhor qualificação, não encontram locais para concluir seus estudos. Isso motiva, muitas vezes, o abandono total dos estudos, pois uma parcela desses contingentes que tentam voltar a estudar veem essa falta de instituições de ensino que ofereçam o EJA como um desprezo governamental consigo e com seus colegas. Dessarte, é premente que o Ministério da Educação modifique esse cenário de desamparo aos alunos do supletivo.
Ademais, a ausência de uma adequação entre os afazeres diários diminui a participação de muitos contingentes nas aulas do EJA. Nessa toada, tem-se a obra “Sociedade do Cansaço”, de Byung-Chul Han, na qual mostra que a sociedade acumula muitas atividades para o curto período de um dia, deixando algumas atividade de fora por falta de tempo ou por causa do cansaço. Similarmente, uma parcela dos adultos que evadem do EJA abandonam essa modilidade por não relacionar seu horário de trabalho de com o das aulas. Isso ocasiona, algumas vezes, uma redução nos números de pessoas concludentes do ensino básico e médio. Diante disso, é perceptível a necessidade de os indivíduos estudantes repensar seus horários.
Dessarte, percebe-se que os impasses mitigadores da participação dos adultos no EJA sejam combatidos. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com empresas privadas, por meio da adequação de alguns espaços nas instituições escolares, como a criação de salas extras, oferecer o Ensino de Jovens e Adultos de forma mais ampla e com o auxílio necessário, com o fito de englobar todos os adultos que desejam participar do EJA. Outrossim, cabe aos indivíduos estudantes, via conversas com os administradores dessa modalidade, correlacionar seus horários, a fim de ajustar seus afazeres. Dessa forma, mais adultos, como o Teddy, poderão realizar seu supletivo adequadamente.