Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 05/01/2021
Para Giorgio Agamben, o estato de excessão, isto é, a supressão de direitos em casos específicos, tornou-se cotidiano na vida de certos civis, como jovens e adultos desprovidos do acesso à educação eficaz. Nesse viés, nota-se o descaso estatal que oferta condições de ensino precárias nesse âmbito, pois há poucos professores especializados e medidas que previnam a evasão. Logo, urgem investimenos para melhorar esse setor.
Em primeira análise, deve-se pontuar que, consoante ao conceito de Invisibilidade Social de Simone de Beauvoir, parte da sociedade possui seus direitos negligenciados pelas autoridades. A esse respeito, inclui-se os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), já que não gozam do direito ao ensino de qualidade, pois o estado muitas vezes permite que aulas sejam ministradas no EJA por alunos do ensino médio regular. Desse modo, pela falta de profissionalização, a educação torna-se defasada nesse setor. Então, é urgênte a inserção de professores nesse ensino.
Além disso, vale ressaltar que ainda não há políticas de incentivo que, de fato, incluam a população jovem e adulta na conclusão da alfabetização, por exemplo. Afinal, conforme o site G1, cerca de 7% do cidadãos com mais de quinze anos não sabem ler nem escrever no Brasil. Dessa forma, fica evidente a precariedade do EJA, visto que não oferece recursos financeiros para essa parcela civil vunerável concluir a educação básica. Em suma, é necessário disponibilizar verbas que incentivem esses civis na continuidade dos estudos, a fim de atenuar esse índice alarmante.
Em virtude disso, uma solução plausível para abrandar os impasses no EJA será a criação do projeto ‘‘Educar sem fronteiras’’ pelo Ministério da Educação. Posto isso, por meio de verbas federais, professores de todas as áreas de ensino serão contratados para ministrar aulas em escolas que possuam EJA. Nesse contexto, a educação será mais qualificada e terá a finalidade de viabilizar o direito à educação eficiente para todos. Ademais, parte das verbas será para disponibilizar um salário mínimo aos adultos que queiram cursar a alfabetização. Assim, o estado de excessão reduzirá.