Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 08/01/2021

De acordo com a Declaracão Universal dos Direitos Humanos- promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas)- é direito de todos os cidadões, sem qualquer distinção, o acesso à educação. Entretanto, os desafios da modalidade de ensino EJA (Educação de Jovens e Adultos) impedem que isso aconteça na prática, devido, não só às desigualdades sociais, como a deficiência no aprendizado funcional. Nexte contexto, evidencia-se a urgência de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para reverter essa problemática.

Deve-se destacar, de início, as desigualdades sociais como um dos complicadores do problema em questão. Nesse sentido, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2018, adolescentes negros e pobres tiveram taxas de abandono ou reprovação escolar mais altas que brancos e ricos. Dessa forma, percebe-se que essa inaceitável questão de vulnerabilidade dos menos favorecidos configura um irrespeito colossal. Portanto, deve ser modificado em todo o território nacional.

Outrossim, vale ressaltar que a situação é corroborada pela deficiência no apredizado funcional, conceito que diz respeito à capacidade do indivíduo de ler, escrever e interpretar textos e números. Nessa esteira, o INAF (Indicador de Alfabetismo Funcional), publicou em 2018, uma pesquisa onde revela que 3 em cada 10 brasileiros são analfabetos funcionais. Logo, indica uma área que necessita de investimento governamental.

Nessa perspectiva, é necessário ações interventivas para minimizar o Desafios da modalidade de ensino EJA. Para tanto, o governo deve investir em regiões menos favorecidas economicamente, com programas sociais, para assim, proporcionar condicões igualitárias de aprendizagem. Ademais, compete ao Ministério da Educação, por meio de amplo debate entre famílias, Estado e professores, introduzir e promover novos métodos eficazes de ensino, com o fito de transformar a educação nacional, diminuir o preconceito e, consequentemente, erradicar os desafios no ensino.