Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 09/01/2021

A Constituição Federal de 1988 estabelece que a formação escolar e a alfabetização de qualidade são direitos de todos. No contexto brasileiro atual, visto que muitos jovens e adultos não tiveram seus direitos garantidos, foi criada a EJA: Educação de Jovens e Adultos. Todavia, a proposta apresenta alguns desafios, no âmbito político e social, que precisam ser analisados e solucionados.

Nessa perspectiva, os principais objetivos do EJA envolvem cidadania, dignidade e participação social ativa de indivíduos que, por dificuldades para estudar na idade convencional e pela falta de estímulo, deixaram de concluir os estudos. Além disso, a modalidade representa uma chance de mudança de vida, proporcionando mais oportunidades no mercado de trabalho e uma vida social mais democrática e ativa à moradores de rua, a mulheres que enfrentam intolerâncias e machismo e a outros cidadãos com dificuldades e que não concluíram o Ensino Médio.

Entretanto, alguns desafios dificultam o desenvolvimento da EJA e causam a diminuição do número de matriculados, como comprovado por estatísticas do G1. Dentre os impasses enfrentados pelo projeto, a falta do seu reconhecimento como Política de Estado – ficando quase sempre em segundo plano, sem investimentos e valorização – e a fácil desistência dos alunos são os principais a serem postos em pauta.

Dado o exposto, a fim de garantir a visibilidade e o reconhecimento da EJA, cabe ao Governo Federal exigir, por meio de palestras, debates e reuniões, que parte dos investimentos estatais e municipais sejam destinados à essa e a outras modalidades alternativas de ensino. Ademais, faz-se mister que as unidades da EJA, junto às empresas, promovam, a partir de projetos e atividades, a integração dos alunos, para que estes se sintam valorizados e para que diminua a desistência, bem como para que todos possam desenvolver seu importante papel na sociedade: o de cidadão participativo.