Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 09/01/2021
Em “Preciosa”, filme lançado em 2009, a protagonista Preciosa é retirada de uma escola de ensino básico após engravidar de seu segundo filho. Sem perspectivas de estudo ou trabalho, Preciosa representa milhares de Brasileiros sem acesso à educação formal, que vêem no EJA, Educação de Jovens e Adultos, uma oportunidade de desenvolvimento social em meio à conturbada realidade brasileira. No entanto, mesmo com sua importância, há pouco investimento nessa modalidade de ensino pelo Estado, levando a resultados preocupantes no Brasil.
Em primeiro lugar, é importante pontuar a fragilidade da educação no país. Conforme Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Sendo assim, pode-se refletir a violência nas cidades brasileiras na educação deficiente oferecida pelo Estado. Nesse sentido, o EJA surge como uma resolução competente para um problema: No Brasil atual, a educação não está mais restrita à infância ou à adolescência e pode ser formalizada em qualquer etapa da vida.
Não obstante, devido ao baixo investimento do Estado no EJA, alunos e professores sofrem, constantemente, com a falta de materiais didáticos e de conexão à internet nas salas de aula. Essa realidade é contrária às ideias do patrono da educação brasileira, Paulo Freire, que defendia o ambiente escolar como mister na educação, já que ele seria um mediador na educação do ser humano. Nessa perspectiva, as salas de aula e sua estrutura tomam um papel central, visto a importância do ambiente na educação do ser humano.
Portanto, urge que o Estado tome providências para desenvolver as escolas do EJA. Para isso, o Ministério da Educação deve, por meio de verbas governamentais, investir na estrutura dessas escolas, como em reformas e materiais necessários para o ensino, resultando na disponibilidade de materiais de estudo e tecnologia. Apenas dessa maneira, pessoas com narrativas similares à de Preciosa terão apoio do Estado, culminando em uma eventual sociedade brasileira mais justa e igualitária.