Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 10/01/2021
Segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Sob esse viés, foi desenvolvido o programa EJA - Educação para Jovens e Adultos que, por alguma circunstância, não receberam oportunidade de estudo anteriormente. No entanto, é notório a presença de adversidades para que essa modalidade de ensino seja efetivada. Nesse caso, desafios como a permanência dos alunos nas instituições e a omissão governamental em custear adequadamente esses centros escolares.
A priori, vale ressaltar que diversos fatores são empecilhos para que os discentes continuem o curso. De acordo com a pedagoga Laura Suvalsky do Colégio Imaculada Conceição, a taxa de evasão foi de 15,5% no primeiro semestre da EJA de 2020. Nesse sentido, percebe-se que a sensação de incapacidade, baixo autoestima e a vergonha de não ser alfabetizado são fatores consideráveis para aumentar esse índice, uma vez que os indivíduos tendem a sentir-se desencorajados a perseverar na jornada do aprendizado. Ademais, grande parte das pessoas que retornaram aos estudos passaram por situações que os impediram de estudar durante a infância, o que facilmente pode acarretar no surgimento de traumas em relação a essa experiência. Logo, urge que esse impasse seja mitigado.
Outrossim, é inegável que a omissão governamental em assegurar financeiramente a manutenção do EJA de forma eficaz apresenta-se como uma dificuldade dessa modalidade de ensino. A título de exemplo, o gráfico “Financiamento público da educação básica” do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) demonstra que os investimentos destinados a EJA não chegam a 1% do dinheiro público aplicado na educação. Dessa forma, é possível inferir que o projeto da Educação para Jovens e Adultos não é uma prioridade da gestão pública, pois o dinheiro destinado a esse fim é muito pouco frente a demanda desse programa, o que torna-o cada vez mais impossibilitado de continuar o funcionamento. Portanto, tal cenário deve ser solucionado.
Em suma, conclui-se necessário reverter essa problemática. Para isso, ONGs de cunho educacional deveriam unir-se para elaborar projetos que darão ênfase a importância de apoiar os indivíduos que não concluíram o colégio a matricularem-se na EJA para obter sua formação intelectual. Tal ação poderia ser feita por meio de palestras em escolas e locais públicos, a fim da sociedade apoiar os indivíduos a voltarem aos estudos. Somente dessa forma, seria possível mudar a realidade brasileira através da educação, como diz a citação de Mandela.