Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 11/01/2021

A educação é direito do indivíduo, e as oportunidades em cada região devem ser igualitárias. Portanto, a realidade é um pouco diferente, a demanda da população vem crescendo enquanto que o investimento do EJA nas escolas diminui. E pela falta de investimento na mudança da visão da educação, as diferenças de geração entre o jovem apartir de 18 anos e o adulto vem sendo mais evidente.

Em primeira análise, a faixa intergeracional vem mudando constantemente e isso reflete na condição social de cada indivíduo, como a evasão escolar por consequência da dificuldade financeira ocorre o trabalho infantil ou até a falta de escolas na região onde moram. Por isso, alunos mais jovens estão presentes no EJA, e é preciso que os professores estejam aptos para criar esse vínculo educacional entre o jovem e o adulto na sala de aula. Como já dizia Kant : “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, e criar essa relação entre diferença de gerações é de suma importância, como cada um pode ter uma visão de mundo diferente.

Vale ressaltar que em 2004 havia 5 milhões de matrículas no EJA e em 2013 foram reduzidas 3 milhões de matrículas, ou seja, a valorização do ensino cresce se tiver investimentos sobre a modalidade. E por esse fator, pela alta demanda e pouca oferta, o financiamento do EJA tem sido o menor de todas na educação, e crescer o investimento seria o primeiro passo, não só pelos investimento financeiro pessoal (ensino superior) que o estudante pode ter, mas a mudança de perspectiva  do mundo como a educação é a chave para abrir outros direitos humanos.

Perante tudo isso, é necessário ter investimentos de professores capacitados a lidar com essas diferenças de idades na sala de aula, e trazer novas perspectivas de educação já que os adultos colocam o professor como papel central e os jovens olham ao redor o exemplo de vida de cada adulto e a didática do professor, o ensino será o maior vínculo. Além do mais, o governo poderia crescer o número de vagas nas escolas para o EJA, trazendo o investimento social e não só remuneração.