Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 11/01/2021

Segundo o filósofo Friedrich Nietzsche, a arte existe para impedir que a realidade nos destrua. Sob essa ótica, é inegável a crucialidade das expressões culturais para a promoção do bem-estar do homem moderno. No entanto, ao se observar os desafios da modalidade de ensino para educação de jovens e adultos, é notório que essa imprescindibilidade não tem sido considerada no país. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeira análise, a educação é o fator principal para o desenvolvimento do país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente a oposta e o resultado desse contraste é claramente refletido na falta de políticas públicas. Conforme o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira especialistas ouvidos pelo G1 estimam que o número de brasileiros sem diploma varia entre 30 e 40 milhões, o que indica que a democratização da modalidade de ensino EJA é um processo lento e até mesmo o utópico.

Faz-se mister, ainda, salientar a sensação de incapacidade e a vergonha de não ser alfabetizado como impulsionador do problema, pois muitos deixam de resgatar sua cidadania, sua autoestima e sua dignidade por meio da educação. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da ‘‘modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é inadmissível a sociedade aceitar as negligências do governo que ainda se encontam abrangentes.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas públicas que visem a construção de um mundo melhor. O governo necessita cobrar postura aderente a formação educacional de jovens e adultos com palestras, anexos, uma modificação nos programas sociais e nos meios midiáticos para uma divulgação desse tema que não é tão discutido, juntamente com oficinas, prefeituras, para que ocorra uma estimulação nos dados. Desse modo, a afirmação de Nietzsche será vivenciada por todos os cidadãos brasileiros.