Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 13/01/2021

De acordo com o 6° artigo da Constituição Federal Brasileira, todo cidadão tem direito ao acesso à educação. Entretanto, na contemporaneidade, observa-se que, uma grande parcela da população, no Brasil, enfrenta diversos desafios para usufruir da modalidade de ensino para jovens e adultos, o EJA. Desta forma, empecilhos como a insuficiência legislativa e a discrepância social nacional, impedem a democratização da educação, tornando-a um privilégio.

Diante desse cenário, é notória a negligência das leis na sociedade. Nessa perspectiva, segundo o jornalista brasileiro, Gilberto Dimenstein, “os direitos constitucionais residem tão somente na teoria”. Em consonância com o escritor, é indubitável que o artigo supracitado não é garantido na prática, no qual, quase 20% da população nacional não possui diploma de ensino médio, ferindo a dignidade desses indivíduos, impedindo-os de conquistar um emprego com uma melhor remuneração e uma melhor qualidade de vida.

Outrossim, a desigualdade social corrobora para o agravamento de tal problemática. Nesse horizonte, o sociólogo alemão, Karl Marx, diz que “a história de todas as sociedades até hoje existentes é a história da luta de classes”. De maneira análoga, observa-se que, no Brasil, enquanto algumas pessoas pagam milhares para estudar em colégios particulares, jovens precisam abandonar o ensino público para trabalhar e ajudar suas famílias nas despesas diárias, como água e comida. Evidenciando, assim, a disparidade no grupo social, no qual, adolescentes param de estudar por necessidade, e não por escolha.

Urge, portanto, a necessidade de intervenções para diminuir esses obstáculos. Logo, cabe a programas mediáticos televisivos promoverem campanhas de incentivo à educação para jovens e adultos, apresentando-os seus benefícios intelectuais, com intuito de aumentar a demanda de estudantes que frequentam o EJA. Ademais, fica a cargo do Governo Federal e do MEC a criação de prjetos para obrigar as empresas a disponibilizarem horas de estudo para trabalhadores que não possuem diploma. Por conseguinte, espera-se que, futuramente, a sociedade brasileira seja mais justa, igualitária e democrática.