Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 13/01/2021

É notória a necessidade de se discutir sobre a educação básica no Brasil. Essa controvérsia torna-se mais relevante quando se expõe a questão do Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Com o advento da Carta Magna, em 1988, o artigo 227 constitui que a educação, a cultura e o lazer são direitos de todo jovem brasileiro. Dessa forma, por lei, é deve do Estado e das famílias garantirem o ensino de qualidade. No entanto, combater a evasão escolar e a desvalorização do professor são desafios ao Governo e á sociedade para a plena adaptação de todos ao “bem-coletivo” - termo que foi proposto na teoria de Jean-Jacques Rousseau. A priori, essa problemática de caráter histórico-cultural remonta à Era Vargas e ao projeto de democratização das escolas públicas, que infelizmente não garantiu a qualidade e a permanência dos alunos na escola. Desse modo, em pleno século XXI, os brasileiros ainda enfrentam dificuldades para terminar os Ensinos Fundamental e o Médio e a posteriori precisam recorrer a outra modalidade escolar. Tal fato pode ser ratificado por exemplo, nos dados publicados pelo site G1, nos quais somente 41% dos inscritos no EJA possuem o fundamental completo. Nesse episódio, fica claro a falta de políticas afirmativas para manter e valorizar a educação. Diante de tal discussão, por mais que o EJA seja uma boa alternativa a curto prazo, é necessário pensar em alternativas para reduzir esse número a longo prazo. Somada a isso, os tutores enfrentam uma grande desvalorização social na linha de frente desse desafio fora da escola convencional. Por essa razão, a falta de autonomia, de infraestrutura e o salário pouco atrativo afeta o processo educacional totalmente. Tal problema pode ser exemplificado no ranking realizado pela Varkey Foundation, nos quais dos 35 países avaliados, o Brasil ficou em ultimo lugar no quesito de valorização do professor. Diante de tal discussão, a precarização das condições de trabalho dos profissionais da educação também pode acarretar uma deficiência no processo de aprendizagem dos alunos do EJA. Torna-se evidente, portanto, que a questão da reinserção de jovens e adultos no universo acadêmico exige medidas concretas.

É imperiosa, nesse sentido, uma postura ativa do Ministério da Educação em relação à bonificação dos educadores, por meio da criação de um plano de carreira para professores da rede pública que contemple uma progressiva valorização salarial. Porém, uma transformação completa deve passar pelo MEC, que em conjunto com parcerias público-privadas pode realizar a reavaliação das metodologias educacionais para que aconteça o combate a desistência escolar. Isso seria viável com a criação de projetos interdisciplinares com o auxílio de tecnologias como computadores e tablets. Dessa forma, as empresas privadas vão ser beneficiadas com uma publicidade positiva e os brasileiros passarão a consciência da importância da educação para as futuras gerações.