Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 13/01/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prêve em seu artigo 6º, o direito a educação como algo fundamental a todo cidadão. Embora tal prerrogativa não funcione com ênfase na prática quando se trata do EJA (Educação de Jovens e Adultos), dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se inevitável não questionar o porquê do governo não investir na qualificação do ensino dos jovens e adultos.
A priori, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de investimento estudatil. Essa situação, segundo os ideais do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir os direitos fundamentais para a população, como a educação de qualidade. Nesse sentido, deve-se atentar ao fato de que menos de 1% dos investimentos na educação são destinados para o EJA, o que que quer dizer que cada aluno recebe por ano, em média 2.800 reais, menos que o auxílio moradia mensal dos juíz.
Ademais, é fundamental apontar a desigualdade social como impulsionador da evasão escolar no Brasil. De acordo com o G1, portal de notícias, cerca de 30 a 40 milhões de brasileiros não possuem diploma. Diante de tal exposto, muitos jovens deixam a escola em busca de emprego, e então, quando decidem voltar, o EJA é o único que pode acolher essas pessoas, já que não são mais tão jovens para o ensino regular,porém, cada vez menos escolas estão aderindo esse projeto.
Assim sendo, medidas são necessárias para combater os desafios da educação de jovens e adultos (EJA) no país. Por isso,é inevitável que o Ministério da Cultura e Educação (MEC), por meio de mais verbas destinadas para o EJA, possam ampliar esse projeto com a construção de novas escolas para acolher mais pessoas, a fim de que o número de 40 milhões de pessoas sem diploma possa diminuir. Dessa forma, o Estado poderá desempenhar seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.