Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 14/01/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do País, prevê o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Porém, tal prerrogativa não tem se concretizado de forma eficiente quando se observa os desafios enfrentados pela modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos, a qual possui determinados impasses a serem solucionados, como a falta de investimentos nessa área educacional e a empregabilidade informal.
Primordialmente, deve-se enfatizar a negligência política do Estado em relação ao EJA. Sob essa perspectiva, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), revelou que o Brasil possui baixa proficiência em capacidades, como ler e interpretar cálculos matemáticos se comparado com outras dezenas de países participantes da avaliação. Diante disso, é inaceitável que essa modalidade de ensino seja tratada como um simples projeto pelo Governo, e não como uma especificidade de educação escrita em lei que visa a capacitação daqueles que não puderam concluir os estudos.
Outrossim, é imperativo destacar o trabalho realizado na infância. Nesse contexto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que mais de 1 milhão de crianças de 5 a 17 anos trabalham em atividades proibidas pela legislação. De maneira análoga, esses jovens deixam de frequentar a escola, pois detêm o objetivo de conseguir um emprego para ajudar nas despesas de casa, o que resulta em uma formação de ensino incompleta, fato que, consequentemente, agrava o entrave social.
Sendo assim, providências precisam ser tomadas com urgência para alterar esse cenário. Para tanto, o Ministério da Educação, instituição responsável pelas normas educativas, por meio de campanhas sociais, deve divulgar o EJA em mídias, como televisão, jornais e internet, a fim de chamar a atenção do público alvo. Além disso, deve introduzir novos métodos eficazes de instrução, com intuito de erradicar o trabalho infantojuvenil e reverter a situação lamentável exposta pelo Pisa. Feito isso, o Brasil poderá superar os desafios vivenciados nesse programa de capacitação.