Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 16/01/2021
Na colonização portuguesa, a educação era restrita a quem tinha poder aquisitivo, ou seja, escravos não tinham acesso à alfabetização. Nesse sentido, com o passar das décadas, o avanço da tecnologia e a chegadas da industrialização, para sustentar a família, o povo era obrigado a adbicar dos estudos, inclusive as crianças. Atualmente, ainda há um grande número de evasão escolar por motivos de trabalho, porém há oportunidades, como a EJA, a Educação de Jovens e Adultos, o programa é designado para ajudar àqueles que querem ser alfabetizados. Entretanto, há alguns desafios a serem superados, como as sequelas do passado e as dificuldades que interferem na aprendizagem.
Em primeiro plano, é válido citar que, de acordo com a LDB, a Lei de Diretrizes e Bases, a Educação de Jovens e Adultos é asseguradas para todos aqueles que não tiveram acesso ou continuidade nos estudos. Além disso, segundo o censo do INEP, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas, o número de brasileiros sem diploma varia entre 30 a 40 milhões. Dessa forma, é grande a quantidade de indivíduos que retornam as escolas para melhorar o currículo, com o objetivo de ter uma chance melhor no mercado de trabalho, ou por ter o desejo de aprender. Todavia, durante sua vida escolar, eles enfretaram problemas como ter a educação negada, por terem sido expulsos por mau comportamento. Essas adversidades deixam sequelas no psicológico dos afetados, que ao chegar na EJA, carrega consigo traumas do passado.
Além disso, há diversas dificuldades que interferem no aprendizado. De acordo com o censo educacional de 2018, gravidez na adolescência e afazeres domésticos são os principais fatores da evasão de mulheres na escola, para os homens, o principal motivo é o trabalho. Ou seja, o aluno, ao chegar no EJA, carrega diversas responsabilidades que ele deve lidar para finalizar o curso. Infelizmente, para aqueles que não conseguem conciliar as obrigações, a única solução é abandonar a alfabetização. Por isso, é necessário trabalhar o abandono nas turmas de Jovens e Adultos.
Portanto, é mister que um trabalho emocional seja feito pelas escolas que estão acolhendo esses alunos. Urge que o Ministério da Educação, por meio de um projeto de integração dos calouros e dos vesteranos, mostre para os novos alunos, indivíduos com os mesmos problemas, com o objetivo de diminuir a evasão da turma. Ademais, o projeto se dará em palestras, em debates e com indivíduos que já finalizaram o curso. Destarte, serão superadas as sequelas causadas pelo passado e as dificuldades que interferem na aprendizagem.