Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 21/02/2021
“O estagiário”, filme norte-americano, retrata a tentativa de inserção de um idoso no mercado de trabalho. Por causa da sua idade, o protagonista Ben sofre preconceito em seu primeiro dia de trabalho. Embora seja uma obra ficcional, o filme apresenta características que se assemelham ao atual contexto brasileiro, pois, assim como na obra, indivíduos que não frequetam a escola na devida faixa etária são descriminados. Sendo assim, a EJA, Educação de Jovens e Alunos, programa que é designado para ajudar aquele que querem ser alfabetizados, uma oportunidade para ajudá-los. Entretanto, há desafios que precisam ser superados, como a dificuldade de conciliar as responsabilidades e as sequelas do passado.
Em primeiro plano, é válido citar que, de acordo com a LDB, Lei de Diretrizes e Bases, a Educação de Jovens e Adultos é assegurada para todos aqueles que não tiveram acesso ou continuidade nos estudos. Devido aos brasileiros sem diploma, é grande a quantidade de indivíduos que retornam às escolas para melhorar o currículo, com o objetivo de ter uma chance melhor no mercado de trabalho, ou por ter desejo de aprender. Todavida, durante sua vida escolar, eles enfrentam problemas, como ter a educação negada, pela falta de didática com alunos que têm dificuldade em adquirir conhecimento ou por terem sido expulsos por mau comportamento. Dessa forma, essa adversidades deixam sequelas no psicológico dos afetados, que, ao chegar no EJA, carregam consigo traumas do passado.
Além disso, há diversas dificuldades que interferem no aprendizado. De acordo com o censo educacional de 2018, gravidez na adolescência e afazeres domésticos são os principais fatores de evasão de mulheres na escola, para homens, o principal motivo é o trabalho. Ou seja, o aluno, ao chega no EJA, carrega diversas responsabilidades que ele deve lidar para finalizar o curso. Dessa maneira, para aqueles que não conseguem conciliar as obrigações, a única solução é abandonar a alfabetização. Por isso, é necessário trabalhar a evasão nas turmas de Jovens e Adultos.
Portanto, é mister que um trabalho emocional seja feito nas escolas que estão acolhendo esses alunos. Urge que o Ministério da Educação, por meio de um projeto de integração dos calouros e dos veteranos, mostre para os novos alunos indivíduos com os mesmo problemas, com o objetivo de diminuir o abandono da turma. Ademais, o projeto se dará em palestras, em debates e com aqueles que já finalizaram o curso. Destarte, serão superadas as sequelas causadas pelo passado e as dificuldades que interferem na aprendizagem.