Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 21/04/2021
Na série “Segunda Chamada” é apresentado o sistema de Educação de Jovens e Adultos (EJA), assim como as dificuldades de cada aluno de se inserir no ambiente escolar tardiamente. Em paralelo com a realidade, o EJA representa uma oportunidade dos jovens e adultos terem melhor especialização, principalmente no mercado de trabalho. Contudo, este ambiente tão heterogêneo sofre com a dificuldade de integrar a diversidade cultural com a infraestrutura precária.
Criado em 2007, o EJA tem o objetivo de trazer a universalização da alfabetização de jovens e adultos. Todavia, esse fator vai na contramão com a diversidade cultural e etária presentes nas salas de aula, pois, de acordo com depoimentos do jornal O Tempo, além da privatização do acesso aos estudos por alguém com maior autoridade e as condições em que vive, as quais levam o abandono escolar desde criança, a faixa etária pode variar de 15 a 18 anos para os jovens e 30 a 60 anos para os adultos, alargando os conflitos de interação e capacitação física e mental para o ambiente escolar.
Destaca-se também dados do G1, os quais apontam que 34% das escolas públicas deixaram de exercer o EJA em seus espaços devido a falta de estrutura para suportar um novo turno escolar. Ademais, os alunos dessa modalidade necessitam de professores capacitados para seu grau de conhecimento, pois, segundo a professora da Universidade de São Paulo (USP) Maria Clara Di Pierro, estes indíviduos sofrem com o preconceito e envergonhamento pelo ensino tardio. Nesse caso, necessitam de atendimento diferenciado.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver a questão. O Ministério da Educação deverá direcionar maiores verbas para o desenvolvimento eficiente do EJA nas escolas públicas, para que estas tenham a infraestrutura necessária. Além disso, é preciso capacitar os professores para esta área diferenciada de ensino, para que, dessa forma, possam fornecer ao cidadão seu direito a educação.