Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 07/06/2021
No filme norte-americano ‘‘Escritores da Liberdade’’ é retratada a história de uma escola de periferia, em que estudantes que tiveram sua vida marcada pela desigualdade social utilizam da educação como um agente transformador de suas vidas. Entretanto, percebe-se que esse cenário é dificultado na sociedade brasileira, principalmente no que tange o programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Isso ocorre devido à omissão estatal, que não promove medidas públicas , e pela má efetivação das leis existentes no Brasil. Assim, torna-se imprescindível a discussão dessa problemática, que se torna um desafio para a esfera política.
Diante do exposto, é válido ressaltar a inoperância governamental como um fator que favorece os imbróglios para a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, essa configuração é uma representação do conceito de ‘‘Instituição Zumbi’’, no qual as instituições públicas perdem o seu valor social e sua função. Destarte, essa falta de ações governamentais visando a inserção de indivíduos que não obtiveram acesso à educação básica resulta na perpetuação da exclusão. Dessa forma, é evidente a necessidade de intervenção estatal nesse setor estatal.
Ademais, outro fator a se salientar é a falta de efetivação de leis educacionais como um dificultador da problemática. De acordo com o politíco Montesquieu, a efetivação das legislação deve ser algo prioritário para um país. Visto isso, pode-se afirmar que, embora existam leis que abrangem o acesso à educação para jovens e adultos, essa legislação não é efetivada, o que torna o dia a dia dessas pessoas em ambientes educacionais cada vez mais difícil. Logo, são essenciais ações que demonstrem a importância do combate aos desafios da modalidade de Educação de Jovens e Adultos.
Portanto, fica clara a substancialidade de ir de encontro aos impasses políticos e judiciários que contribuem com a permanência dos desafios do programa EJA. Para isso, o Ministério da Educação, por meio de subsídios arrecadados de impostos, deve promover a criação de novas escolas com a modalidade EJA, com o objetivo de possibilitar que mais pessoas possam ter acesso ao ensino básico. Além disso, o Poder Judiciário, por meio do Ministério Público, deve fiscalizar o cumprimento das leis educacionais, com o intuito de cumprir com o que está prescrito na lei. Somente assim, a educação será um meio transformador, como na obra ‘‘Escritores da Liberdade.’’