Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 21/07/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é um direito todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, uma parcela da população não possuiu acesso ao ensino na escola convencional e, agora, utiliza a modalidade de ensino EJA (Educação de Jovens e Adultos), a qual sofre empecilhos para que seja aplicada efetivamente no território brasileiro. Nesse viés, percebe-se que essa problemática possui origem na falta de planejamento governamental e na evasão escolar por parte do jovens e adultos vinculados à modalidade supracitada.

Em primeira análise, a EJA é reconhecida como uma campanha ou apenas um projeto, ao invés de ser como uma política pública pela grande maioria de governantes. Nesse sentido, não há uma organização eficiente, tanto em relação à estrutura, quanto à verba destinada. Dessa forma, muitas escolas optam por não ofertar esse ensino à população, devido à indiferença estatal. Esse ponto ponto de vista é corroborado pelo dado do jornal G1, em 2019, o qual destaca que o número de escolas que oferecem EJA é apenas 66% do que era oferecido na última década. Assim, observa-se que a ausência de preparação e interesse do Estado em encarar essa problemática como uma política pública leva à sua intensificação.

Ademais, os alunos da EJA enfrentam dificuldades em permanecer e terminar o ensino. A princípio, destaca-se que esses jovens e adultos tiveram que sair da escola para ajudar na renda de casa ou nunca estudaram e agora necessitam enfrentar adversidades para continuar frequentando o local de ensino. A partir disso, há vários fatores que afetam essa jornada, como a falta de incentivo de familiares, o cansaço, a falta de confiança em si e até mesmo algum vício que possa existir, os quais desestimulam os estudantes a prosseguir. Nesse contexto, a pedagoga do Colégio Imaculada Conceição afirma que o índice de evasão em um semestre foi de 15,5%, em 2019, em uma entrevista cedida ao jornal O Tempo. Dessa maneira, é preciso incentivar a permanência desses alunos na escola.

Fica evidente, portanto, a necessidade de mitigar essa problemática. Logo, cabe ao Congresso Nacional e as Secretarias de Educação de cada estado, respectivamente, propor e votar nos orçamentos destinados à modalidade de ensino de Educação de Jovens e Adultos, bem como aumentar o número de escolas que oferecem tal ensino, por meio de reuniões entre senadores e deputados com o objetivo de discutir sobre a questão e desenvolver alternativas para implementar isso, a fim de garantir a devida efetuação dessa política pública em todos os estados brasileiros. Além disso, é necessário que a população seja estimulada a buscar e a permanecer na EJA, com o devido apoio psicológico aos alunos. Sendo assim, o que está escrito na Carta Magna brasileira será adequadamente praticado.