Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 03/09/2021

A educação elementar para adultos começou a ser praticada no Brasil pelos jesuítas no período da colonização. Apesar de só ter tido mais visibilidade com propostas governamentais a partir da década de 30 com o Plano Nacional de Educação, que previa o ensino primário integral obrigatório e gratuito estendido às pessoas adultas, a  Educação de Jovens e Adultos(EJA) é um processo contínuo que engloba o poder público, a igreja, associações de bairro e sindicatos que se unem e dão prosseguimento a formação daqueles que por vários motivos, tiveram seus estudos interrompidos.

A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu Art. 208, o direito à educação a todas as pessoas, independente de faixa etária. Embora as necessidades e condições de aprendizagem singulares desses jovens e adultos sejam reconhecidas pela legislação, a maioria das políticas públicas não conseguiram concretizar esses objetivos, principalmente por esses alunos enfrentarem muitos desafios pessoais como identidades de classe, gênero, raça e geração.

Segundo Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Na EJA, o educar deve ser considerado uma atividade onde professores e alunos, mediados pela realidade consigam aprender a retirar os conteúdos de sua aprendizagem, vindo a tomarem consciência de suas ações, cuja finalidade atua em busca da transformação social coletiva.

Portanto, O Ministério da Educação(MEC) deve ofertar um maior número de cursos visando a qualificação dos professores, para que estes possam lidar melhor com os alunos adultos, proporcionando uma melhor compreensão e apoio. Ampliar a aplicação de estratégias que sirvam como base para minimizar a evasão escolar entre os alunos da EJA, bem como promover eventos voltados para esse público que abordem temas motivacionais, tal como o acompanhamento por parte das escolas dos alunos egressos, saber como eles estão se saindo, quais dificuldades estão encontrando e se eles conseguiram ingressar no mercado de trabalho. E ainda, a incorporação de medidas que visem a equidade nesses projetos de desenvolvimento educacional e social, assim reduzindo o analfabetismo no país.