Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 14/09/2021
A Constituição Federal, promulgada em 1988, garante aos cidadãos brasileiros os direitos sociais, sobretudo o direito à educação e o direito à saúde. No entanto, constatam-se os desafios da modalidade de ensino EJA (Educação de Jovens e Adultos), em virtude da baixa taxa de oferta e procura. Assim, é lícito afirmar que a evasão escolar e o descuido com a saúde contribuem com a perpetuação desse cenário negativo.
Em primeira análise, nota-se que a evasão escolar, provocada por necessidades de sobrevivência, é o principal oponente do direito à educação. Nessa perspectiva, de acordo com o jornal O Tempo, grande parte dos alunos adultos do ensino EJA, ou seja, conclusão do ensino fundamental ou ensino médio em um período reduzido, abandonaram o ensino regular e retornaram tardiamente devido a necessidade de trabalhar integralmente para garantir a sobrevivência. Sob essa ótica, uma vez que a maioria dos empregos ofertados requerem, no mínimo, o ensino médio completo, a adesão a modalidade EJA tornou-se uma realidade dos indivíduos sem o certificado de conclusão do ensino básico. Dessa forma, visto que alguns indivíduos precisam abdicar de um direito para alcançar outro, nota-se a negligência do Estado em assegurar os direitos dos cidadãos.
Além disso, percebe-se que a formação educacional está relacionada diretamente com a ascensão da saúde. Nesse sentido, segundo a Organização Mundial da Saúde, o subdesenvolvimento cognitivo a partir da educação contribui com o surgimento precoce de doenças neurológicas, como o Alzheimer. Por conseguinte, dado que muitos indivíduos são impossibilitados de alcançar a qualificação educacional, seja por necessidades econômicas ou falta de oportunidade, é notória a suscetibilidade desses cidadãos desenvolverem doenças neurológicas na fase adulta. Desse modo, faz-se necessária a intervenção oficial.
Portanto, diante dos fatos supracitados, cabe ao Ministério da Educação, juntamente ao Ministério da Economia, promover a adesão eficaz dos jovens e adultos a educação básica qualificada, por meio de projetos que incentive a conclusão do ensino a partir do EJA, em que vagas de empregos dignas sejam ofertadas aos estudantes desse ensino, com o intuito de garantir o direito à educação sem afetar o meio de sobrevivência, ou seja, o trabalho. Ademais, o Ministério da Saúde deve salientar, por meio das mídias sociais, os benefícios da educação para a saúde, com o intuito de contribuir positivamente com o ensino EJA. Desse modo, os desafios da modalidade de ensino EJA serão diminuídos.