Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 12/08/2022
“O importante da vida não é viver, mas viver bem”. De acordo com Platão, ainda na Grécia Antiga, é a qualidade de vida, e não a simples existência, o que deve ser valorizado. Mais de dois mil anos depois, “viver bem” ainda se mostra uma difícil tarefa aos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil, haja vista os altos índices de brasileiros maiores de 18 anos sem diploma. Assim, é necessária a discussão acerca dos desdobramentos estatais e sociais.
Ademais, é importante destacar a negligência do governo, com insuficientes ações conscientizadoras e de ajuda na realidade dos educandos da EJA. De acordo com Thomas Jefferson – terceiro presidente dos Estados –, a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração, visto que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que, infelizmente, é evidente no país.
Por outro lado, é fulcral salientar a culpa de parte da população à degradante situação dos alunos do EJA. “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação, atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir, pode ser aplicada a situação de preconceito contra esses indivíduos, já que mais escandalosa do que as ocorrências enfrentadas por esse grupo é o fato da população se habituar a essa realidade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio de especialistas, promova palestras e discussões acerca do tema – o qual irá abordar, questões sobre a importância de inclusão social do grupo observado –, a fim de reeducar a todos e desconstruir hábitos preconceituosos. Assim, espera-se que os discentes em questão não sejam mais discriminados, para que possam, finalmente, “viver bem”.