Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 14/05/2022
Na antiguidade a educação era um privilégio das classes dominantes e sua clientela era a elite social. No entanto, depois de muitos avaços a educação foi democratizada e novos públicos puderam usufruir dos seus benefícios. Porém, ainda há muitos desafios, principalmente, na modalidade de ensino de jovens e adultos (EJA), devido a falta de investimento e a falta de valorização da sua importância por parte da população.
Primeiramente, é válido destacar que a negligência governamental diante dessa problemática impede a democratização efetiva dessas instituições. De acordo com Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora aparente ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza na prática. Logo, mesmo a educação sendo um direito garantido constitucionalmente, os órgãos governamentais não investem na criação de novos centros e nem na manutenção dos já existentes o que pode ser evidenciado segundo dados do G1, que mostram que o número de escolas que oferecem o EJA recuou 34%. Por consequência, esses dados apresentam um retrocesso, pois menos pessoas passarão a ser atendidas e não terão acesso á educação.
Ademais, muitos jovens e adultos não sabem a importância da educação para o desenvolvimento pessoal e profissional. Na obra “Infância”, o escritor brasileiro Graciliano Ramos, expõem a importância da leitura para sua formação, demonstrando que o contato com os livros foi fundamental para o seu desenvolvimento. Dessa forma, seja com a leitura, seja com o estudo de maneira geral, a educação imerge os estudantes em novas formas de aprender e pensar, eles passam a ver os problemas sociais de outra forma e ficam cientes dos seus direitos sociais e lutam por melhores condições para si e para sua comunidade.
Portanto, o Ministério da Educação - responsável pela formação civil -, deve, repassar mais verbas para a criação de novos EJA, por meio de parcerias com empresas privadas de educação, a fim de ampliar a oferta de vagas. Além disso, o Estado deve, por meio dos meios de comunicação, criar campanhas - ressaltando a importância da educação - incentivando a volta de jovens e adultos para a escola, com o intuito de diminuir o número de brasileiros sem diploma.