Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 09/07/2022
Durante o século passado, Stéfan Zweig se mudou para o Brasil, fugindo de uma perseguição nazista na Europa. Impressionado com o potencial de seu novo lar, Zweig escreveu um livro cujo título ainda hoje é repetido: “Brasil, país do futuro”. Entretanto, quando se observa os percalços enfrentados pela modalidade de ensino Educação de Jovens e Adultos (EJA), percebe-se que a profecia não saiu do papel devido à ausência de políticas governamentais para combater a evasão escolar, à falta de profissionais bem instruídos e de uma má estruturalização.
Inicialmente, é necessário apontar os déficits na educação Brasileira, segundo o Censo Escolar, as taxas de evasão escolar no Ensino Médio são alarmantes. Isso se deve à falta de ajuda financeira a essas pessoas, que precisam deixar a escola para ajudar com a renda familiar. Como forma de reduzir a parcela da população que não concluiu o ensino básico, O EJA atua garantindo direitos educacionais.
Entretanto, apesar de se fundamentar nessa proposta essa modalidade não tem sido eficaz, principalmente pelo fato de a maior parte dos licenciados não está preparada para lidar com adultos. Outra problemática existente, está ligada à falta de estrutura tanto nas escolas, quanto nas aulas, que são programadas para passar a maior quantidade de conteúdo possível, em um curto período de tempo. Uma consequência disso é a redução de matrículas, de acordo com uma reportagem da Gestão Escolar, de 2004 para 2013 o número de matriculados caiu pela metade.
Tendo em vista os argumentos supracitados, fica evidente a necessidade de que o Ministério da Educação atue em conjunto com o Governo Federal e outros órgãos competentes, para sanar a problemática. Em primeiro lugar, é preciso fornecer aos estudantes do ensino básico um auxílio financeiro mensal, para que assim se reduza a evasão dos alunos por problemas financeiros. Outra medida a ser tomada, seria a atuação das Secretarias de Educação dos estados no fornecimento de cursos profissionalizantes, para professores que desejam lecionar no EJA. Esses cursos os preparariam para lidar com os alunos, e com o planejamento das aulas, no intuito de otimizar o aprendizado e incentivar que mais pessoas se matriculem. Assim, a predição do filósofo Stéfan Zweig estará mais perto de ser concretizada.