Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 31/10/2022

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu crí-ticas aos comportamentos egoístas e superfíciais que caracterizam essa nação.Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes que perpetuam ao longo da his-tória, no que tange à questão dos desafios da modalidade de ensino EJA: Educação e Jovens e Adultos.Além disso, é preciso ressaltar,ainda, que a população carece de informações sobre tal assunto, o que gera um estranhamento em torno do tema.

A princípio, vale destacar o silenciamento como um complexo dificultador.Segun-do dados da fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimentos no Brasil, somando os setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. Infeliz-mente,é possível ver os reflexos da negligência dos órgãos públicos em incentivar e divulgar o acesso a esse benefício aos indivíduos em situação de carência,que mui-tas vezes, vivem em locais rurais ou em periferias, levando então, a falta de conhe-cimento e a falta de debate.O filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-mo-derna, alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas.

Outro ponto relevante nessa temática é a insuficiência na regulamentação.O ar-tigo 6º da Constituição Federal de 1988 garante direito pleno a todo cidadão, como à educação, emprego, informação, dentre outros.No entanto,embora o país possua um sólido aparato legislativo, ele mantém-se restrito no plano teórico. De acordo com o jornal G1, estima-se que o total de indivíduos sem diploma seja de 30 e 40 milhões.Dessa forma, a ineficiência e lacuna na vistoria dessa oportunidade, contri-bui na consolidação de uma pátria onde a classe sem ensino completo sofrem pre-conceito, são afastados/excluídos das oportunidades de socialização,trabalho e de-senvolvimento pessoal.

Torna-se imperativo,portanto,modificar a visão dos habitantes acerca das leis.Isso pode acontecer por meio de uma ação conjunta do Poder Judiciário com o Ministé-rio da Educação,promovendo palestras em escolas periféricas e rurais sobre a im-portância dos estudos.Também é necessário realizar um mutirão em praças públi-cas e convocar um responsável da prefeitura para falar do processo de elaboração e fiscalização das normas, a fim de que as novas gerações se tornem mais atuantes à resolução de problemas.