Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 31/10/2022

No contexto social brasileiro, observa-se que uma grande quantidade de pessoas é beneficiada pelo EJA (Educação de Jovens e Adultos). Entretanto, muitos indivíduos também não participam desse programa. Esse panorama adverso mostra que o Estado e a sociedade civil falham, respectivamente, na estruturação para o aumento desses espaços estudantis e na formação moral para uma maior aderência a esse plano.

De fato, muitos estudantes não têm acesso ao EJA. Esse problema apresenta relação direta com a displicência governamental, uma vez que isso ocorre, muitas vezes, porque as escolas que possuem tal modalidade não são distribuídas para os locais distantes dos grandes centros urbanos. Nesse contexto, a série “Todo mundo odeia o Chris” mostrou um episódio em que o protagonista é reprovado e, por isso, pensa em abandonar os estudos. Nesse enredo, o que faz o jovem a não desistir de estudar é a possibilidade de fazer um supletivo. Esse acontecimento, de maneira análoga, mostra a importância de uma distribuição eficaz desses institutos educativos para o progresso estudantil.

Outrossim, é válido ressaltar que muitos núcleos familiares falham quanto à disseminação de formações morais sobre a relevância de participar desse plano nacional. Sob esse viés, nota-se que isso é gerado, pois muitos progenitores não realizam a instrução de seus descendentes sobre o mérito da conclusão do ensino médio. Nessa perspectiva, Nelson Mandela disse que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Essa célebre frase ilustra a extrema necessidade dessa atuação formativa dos pais para a permanência dos alunos nesse programa.

Portanto, é preciso uma mudança da postura governamental e social sobre os desafios do EJA. Assim, com a finalidade de intensificar a quantidade de estudantes nesse plano, urge que a União aumente a construção de escolas com essa modalidade de ensino, por meio de uma parceria com o Ministério da educação, por exemplo, diante de um mapeamento das zonas carentes desse projeto, para uma realocação orçamentária. Por fim, as famílias devem realizar diálogos frequentes sobre a necessidade dos indivíduos utilizarem esse projeto governamental como forma de não desistirem de suas formações estudantis.