Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 09/11/2022

De acordo com o filósofo Aristóteles, somente com a educação se é possível construir uma sociedade virtuosa e feliz. Todavia, é notório que se existem dificuldades na educação do Brasil, principalmente na modalidade do Ensino para Jovens e Adultos (EJA), em razão dos problemas socioeconômicos no país que resultam na negligência estatal e no abandono dos estudos por esses alunos.

Em primeira análise, é possível visualizar a negligência estatal para o ensino EJA, o que impossibilita o acesso democratizado ao ensino pois, como se é necessário um grande financiamento para atender a demanda que ultiliza o EJA, o Estado não consegue ter o orçamento essencial para levar a educação à essa parte da população, o que gera o não acesso ao ensino. Exemplo disso pode ser observado na Lei Orçamentária de 2014 que previa a necessidade de 16 milhões de reais para o ensino de jovens e adultos e teve sua verba final de 7,7 milhões, prejudicando inúmeros brasileiros a terem seu direito de educação.

Ademais, outro fator que dificulta na modalidade do ensino EJA é o desafio de estudantes de conciliarem a educação com o emprego visto que, como essa modalidade é voltada para pessoas mais velhas, que não concluiram o ensino na infancia, esses alunos, em sua maioria, são os únicos provedores de suas casas, tendo que, assim, abandonar os estudos para poder trabalhar. Essa perspectiva pode ser observada na obra “Corte de Espinho e Rosas”, na qual a protagonista não é escolarizada em consequência de ter que sustentar sua família, retratando a realidade vários alunos da modalidade EJA que precisam escolher entre estudar e trabalhar.

Em virtude disso, é necessário que o governo federal, responsável pela garantia dos direitos da população, faça, por meio de emendas constitucionais, o aumento do orçamento para essa modalidade de ensino, para que, desse modo, inúmeros adultos e jovens possam ter o acesso à educação. Além disso, é necessário que o Ministério da educação, responsável por levar o ensino a todos os brasileiros, proporcione, por intermédio de criação de aulas exclusivas nos finais de semanas, a possibilidade de conciliação de ensino e trabalho a fim de que não se tenha que escolher abandonar os estudos para garantir a sobrevivência.