Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 16/04/2024

A modalidade EJA (Educação de Jovens e Adultos) apesar de ter como principal proposta dar continuidade aos estudos daqueles que não completaram o ensino fundamental ou o ensino médio, tem suas falhas, como a escassez de recursos tecnológicos e as interrupções que ocorriam antes mesmo do isolamento social. Isso influi dentro do mercado de trabalho, onde muitas vezes uma pessoa é desvalorizada ou diminuída por ter feito o supletivo público. Com isso, é importante destacar as principais problemáticas desse problema, a dificuldade em conseguir emprego e a desistência dos estudos nessa modalidade.

Exemplificando, após formar-se na modalidade EJA, jovens e adultos afirmam que enfrentam dificuldades em conseguir emprego, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2023, jovens com nível médio completo ganham em média 7,5% a mais do que aqueles que não concluiram essa etapa. Dessa forma, fica claro o preconceito que está inserido na sociedade contra os estudantes do EJA, que são vistos como desqualificados e incapazes de exercer um cargo superior.

Ademais, a intensa carga horária que os estudantes tem no trabalho, acentua na dificuldade em concluir o EJA, por conta da dificuldade de aprendizado, falta de transporte público para o deslocamento até as escolas e a falta do hábito de estudo. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Texeira (Inep), o número de escolas em 2009 que tinham turmas do EJA fundamental era de 33.334 e em 2018 esse número caiu para 24.658.

Portanto, parar combater a evasão no EJA é preciso oferecer um plano de estudos personalizado de acordo com as possibilidades de cada aluno, oferecer refeição aos alunos e incentivá-los a estudar, tudo isso com ajuda de parcerias de empresários do setor público e privado, juntamente ao Ministério da Educação. Dessa forma a modalidade EJA terá maior imortância em um currículo, por exemplo, e será mais valorizada.