Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 17/04/2024

Edileuza, uma mulher de 70 anos, era uma cidadã brasileira analfabeta que vivia infeliz com uma dor, essa dor no caso, seria a incapacidade de ler e escrever. Essa mulher se sentia constantemente inferior aos outros devido à isso, seus netos e filhos sempre precisavam auxiliá-la em atividades básicas como a leitura de simples textos na televisão ou em qualquer lugar de interesse. Essa história fictícia serve para mostrar o perfil de uma estudante do ensino de jovens e adultos (EJA).

O EJA é uma forma de ensino voltado para pessoas que tiveram o ensino básico incompleto. Ele oferece oportunidades de aprendizado para jovens e adultos que desejam concluir o ensino básico, os permitindo a tão desejada inserção no mercado de trabalho e na sociedade. Entretanto ainda há muitos problemas na aplicação dessa forma de ensino.

Uma das dificuldades é as diferenças do público-alvo, que demanda estratégias pedagógicas adaptadas a diferentes níveis de escolaridade e experiências de vida. Esse fato só mostra uma falha na estrutura, especialmente na pública, onde boa parte do EJA ocorre.

E essa falha é a precariedade da infraestrutura nas instituições de ensino destinadas ao EJA, que também é uma questão relevante, impactando diretamente a qualidade do processo educativo. A falta de recursos básicos, como salas de aula adequadas e materiais didáticos atualizados, compromete o desenvolvimento dos alunos e desestimula seu engajamento.

Diante disso, é crucial uma intervenção assertiva para superar tais dificuldades. O investimento na infraestrutura das escolas públicas é mais que necessário, além de materiais didáticos próprios para pessoas “atrasadas” pois sua biologia possivelmente será de uma pessoa mais velha, o que dificulta o aprendizado.

Além é claro, da mobilização da sociedade civil e parcerias entre governo, instituições educacionais e organizações não governamentais são essenciais para fortalecer o EJA e reconhecer o problema. A educação é um direito fundamental e, como tal, deve ser garantida a todos, independentemente da idade, porque cada indivíduo merece a oportunidade de aprender e ser encaixado na sociedade.