Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 18/04/2024

Durante a Revolução Industrial do século XIX, a urbanização rápida e a expansão das indústrias levaram a uma crescente demanda por mão de obra nas cidades. Muitos adultos, sem acesso à educação formal durante a infância devido às condições socioeconômicas precárias, viram-se excluídos do mercado tidos como “ignorantes” ou “burros”.

Diante desse cenário, surgiram os primeiros movimentos em prol da educação de adultos, visando capacitar trabalhadores para se adaptarem às novas demandas do mercado de trabalho industrializado. Esses esforços pioneiros lançaram as bases para o desenvolvimento posterior do EJA no Brasil, proporcionando a oportunidade de finalizar o ensino básico e deixar a informalidade. A EJA (Educação de Jovens e Adultos) é uma modalidade de ensino destinada a pessoas que não concluíram o ensino básico. Dá aos analfabetos a oportunidade de se adaptarem ao mercado de trabalho e à sociedade, sendo assim, uma luz no fim do túnel à pessoas de baixa escolarização que desejam melhorar de vida.

Contudo, o caminho para esta forma de ensino ainda é estreito. Um grande desafio é alcançar os lugares mais remotos e marginaliadas. Favelas, vilas do interior, esses são lugares onde a verba menos alcança e, portanto, concetrando as piores escolas, até porque, esses lugares as vezes sequer possuem saneamento. Portanto, a precária infraestrutura nas instituições de ensino específicas de EJA é um problema relevante que afeta diretamente a qualidade do processo educacional.

A falta de recursos básicos, como salas de aula adequadas e materiais didáticos atualizados, afeta o desenvolvimento dos alunos e dificulta o seu envolvimento. O investimento em instalações escolares públicas é mais do que necessário, além também dos mais jovens serem incentivados à ajudar seus parentes. A sociedade civil e a cooperação entre governo, instituições de ensino e ONGs são essenciais para fortalecer EJA e “ajeitar” o problema. A educação é um direito essencial e portanto, deve ser garantida a todos, independentemente da idade, porque cada indivíduo merece a oportunidade de aprender e de se integrar na sociedade.