Desafios da polícia de fronteira no Brasil

Enviada em 27/04/2018

Em termos de área, o Brasil é o quinto maior país do mundo e o mair da América do Sul. Faz fronteira com alguns dos países mais produtores de drogas, como Bolívia, Paraguai e Colômbia, cujo tráfico tem como destino cidades brasileiras e, em alguns casos, daqui são enviadas à Europa.

Muito pouco da droga existente no Brasil é produzida aqui, sua maior parte vem do tráfico com países vizinhos, cujo principal ponto de entrada é a fronteira que, devido à sua grande extensão, fica difícil a completa fiscalização fronteiriça, fato que colabora para que a droga entre com certa facilidade no território nacional.

Hoje, temos um efetivo muito pequeno para a patrulha de nossas fronteiras. Além do efetivo policial, devemos pensar em alternativas mais abrangentes e eficazes, que cubram um maior raio de patrulhamento.  Para isso, o uso da tecnologia torna-se bastante viável. Programas de segurança, como o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) podem ser implantados.

Diante da violência crescente gerada pelo tráfico de drogas, viramos nossa atenção e repressão para dentro das favelas, para quem comercializa a droga e nos esquecemos de que se quisermos acabar com o tráfico, devemos direcionar nossa atenção e fiscalização para a origem da droga.

Para obtermos maiores resultados no combate ao tráfico de drogas, é necessário além de aumentarmos o efetivo policial nas fronteiras, trabalharmos com sistemas de segurança inteligentes, como o uso de radares, sensores e programas que utilizem imagens de satélite para que tenhamos maior controle de nossas fronteiras pois, uma vez eliminado o ponto de entrada da droga, torna-se mais fácil o combate ao tráfico dentro do nosso próprio território.