Desafios da polícia de fronteira no Brasil
Enviada em 07/12/2019
O livro “Era dos extremos”, do historiador Eric Hobsbawn, retrata as problemáticas oriundas do século XX, como o crescimento do tráfico. Por conseguinte, no atual Brasil há desafios no que tange à polícia de fronteira, haja vista a transgressão histórica. Outrossim, cabe analisar as dificuldades encontradas pelo Estado e o combate ao crime no contexto da modernidade líquida, para que medidas sejam efetuadas.
Primordialmente, é notável que há diversos desafios enfrentados pelo governo no que envolve o tráfico, como a grande extensão territorial (16.866 km), a falta de integração entre os países, a quantidade de policiais e, não menos importante, a negligência governamental. Nesse ínterim, é possível parafrasear o escritor Sérgio Buarque de Holanda, em sua obra “Raízes do Brasil”, e dizer que a polícia de fronteira enfrenta, sobretudo, a banalização estatal direcionada ao crime, ao ter em mente a falta de ações de combate. Logo, a dificuldade máxima é organizacional.
Conforme Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a modernidade líquida, isto é, século XXI, utiliza-se da tecnologia para vencer suas barreiras. Analogamente, o controle criminal nos limites brasileiros precisa utilizar-se dos meios tecnológicos para ter êxito. Ao exemplificar, há o uso da internet, útil em propagar informações sobre s criminosos instantaneamente. Em suma, os desafios vivenciados pela polícia são antagônicos à segurança nacional, além de divergirem com a era tecnológica.
Infere-se, portanto, que subterfúgios são necessários. O Governo Federal deve criar um projeto chamado “As tecnologias no combate ao crime”. Essa medida visa a criar um ministério especializado em mecanismos científicos, como satélites, que será responsável por supervisionar as fronteiras do Brasil. Dessa forma, por meio da ação estatal e do uso tecnológico, será possível direcionar os policiais para as áreas em alerta, de acordo com o supervisionamento. Assim, combater-se-á as dificuldades encontradas pelo Estado no contexto da modernidade líquida.