Desafios da polícia de fronteira no Brasil
Enviada em 15/06/2020
Desde o surgimento do Iluminismo no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, Os desafios da polícia na fronteira do Brasil aponta que os ideias iluministas são atestados na teoria, mas não preferivelmente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada à realidade do país, seja pela falta de soldados e tecnologia e, também, pela corrupção presente dentro das corporações. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.
É relevante abordar, primeiramente, que as poucas patrulhas presentes nas fronteiras deriva de uma inércia governamental. Segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira símil, é possível perceber que o pouco investimento em tecnologias e em oficiais desfaça essa harmonia, haja vista que, o Brasil, por ser um país com ampla extensão territorial recebe muito pouco incentivo por parte dos parlamentares. Por conseguinte, com vastas áreas sem fiscalização, o país se torna oportuno e lucrativo para o narcotráfico e o comércio de armas ilegais, beneficiando as milícias e as facções criminosas.
Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, de que a sociedade está vivendo uma “Modernidade Líquida”, na qual as relações sociais, políticas e econômicas são superficiais e não duradouras se evidencia quando, dentro das corporações há corruptos que beneficiam a entrada de produtos provenientes do contrabando no território brasileiro. Assim, como apontado no filme “Tropa de Elite” em que policiais trabalhavam para os traficantes do Rio de Janeiro, essas laranjas podres dentro da corporação, ajudam a fortalecer o comércio ilegal em troca de propinas.
Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca dos desafios da polícia na fronteira do Brasil é imprescindível para a construção de uma sociedade mais utópica. Nessa lógica, é imperativo que o tribunal de contas da união em parceria com o Ministério da Defesa, destine verbas para a contratação de novos policiais que serão treinados pelo Exército e a Marinha, para que consigam atuar exclusivamente nas fronteiras, além de subsidiar a compra de tecnologias de rastreamento por satélite e GPS a fim de que a vigilância e monitoramento aumente. Com isso, será mais difícil a entrada de produtos ilegais e ocasionará um declínio no mercado e no lucro do contrabando brasileiro.