Desafios da polícia de fronteira no Brasil
Enviada em 21/06/2020
A tecnologia no controle das fronteiras
O ciclo da mineração, no Brasil, foi indiscutivelmente, marcado pelas intensas tentativas da corte portuguesa de conter o tráfico das pedras preciosas na então colônia, facilitado pela imensidão do território auri-verde. Hoje, com a segunda maior extensão fronteiriça do mundo, o país tupiniquim é uma porta aberta à rota do tráfico de drogas advindas dos seus vizinhos.
A priori, segundo a UNODC, a América Latina é a região a qual o consumo de drogas ilícitas mais cresce no planeta. Sem sombra de dúvidas, esta fato estarrecedor é fruto, tanto da produção em larga escala dos narcóticos, por países como a Bolívia e Colômbia, quanto pela facilidade de difusão dos produtos pelo continente.
Nesta esteira, a escassez de efetivo policial especializado, aliada à carência de tecnologias geolocalizadoras, como o monitoramento por satélite,são fatores determinantes para que o Brasil desponte nas quantidades de corredores do tráfico em seu território. Um levantamento do GOF estima que o atual sistema de geosensoriamento utilizado na repressão às drogas cobre apenas 4% da fronteira nacional.
Desta forma, cabe ao Ministério da Defesa a realização de investimentos ligados ao monitoramento por satélite, além de fornecer subsídios para que o policiamento das fronteiras possa atuar de forma ampla, a fim de que, desta forma, as mazelas trazidas pela droga, como a violência, possam ser drasticamente reduzidas, agora, neste país.