Desafios da polícia de fronteira no Brasil

Enviada em 21/06/2020

O Brasil faz fronteira com dez países, dentre eles o maior produtor de maconha das Américas: o Paraguai. São quase 17000 quilômetros de fronteiras terrestres, com um reduzido contingente de policiais federais para fiscalizar essas áreas, poucas viaturas, falta de tecnologia e regiões com características distintas. Esses são os principais desafios da polícia de fronteira no Brasil.

De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Boudens, há pouco mais de mil policiais atuando nas regiões de fronteira. Esse número é muito pequeno e deveria ser, no mínimo, quatro vezes maior. Além disso, os policiais contam com poucos veículos e utilização de tecnologia insuficiente, sem serviço de inteligência.

Ademais, além da imensa extensão fronteiriça, as características diferentes de cada região do país também representam uma adversidade para as forças de segurança que atuam nas fronteiras. A fronteira que vai do Amapá a Rondônia, por exemplo, é pouco habitada e é formada por densas florestas, por onde passam muitos rios, o que dificulta o monitoramento.

Portanto, o baixo número de policiais e de viaturas, a ausência de tecnologia e as particularidades de cada região do Brasil dificultam o monitoramento da divisa do Brasil com outros países. Por isso, é necessário que o governo federal disponibilize mais recursos para a polícia de fronteira, de modo que mais policiais possam ser contratados, mais veículos possam ser comprados e o uso da tecnologia ampliado, com a criação de um serviço de inteligência. Isso deve ser feito a fim de aumentar a fiscalização e diminuir o tráfico de drogas na região fronteiriça do Brasil.