Desafios da polícia de fronteira no Brasil

Enviada em 21/06/2020

No seriado Narcos retratam a vida de Plabo Escobar, um traficante colombiano, onde podemos perceber a facilidade de ser transportado toneladas de drogas nas fronteiras do Brasil. O problema se da pela falta de fiscalização, tecnologia e recursos, refletindo nas condições de impotência dos policiais que trabalham nas fronteiras. Por que o problema persiste? É de extrema importância analisarmos as causas e suas consequências.

Em primeira análise, o diretor de Combate ao Crime Organizado, Oslain Campos Santana, afirma que os 16.886 km de fronteira terrestre e os 7.408 km de costa marítima conta com apenas 982 policiais. O número de policiais é pouco e não supre as necessidades de todo território uma fiscalização fraca pelo número de pessoas atravessando, alguns passam despercebidos levando drogas e entre outros produtos ilegais. Além daqueles que trabalham na fronteira sofrerem com a pressão de serem poucos e precisarem dar conta de combater, por exemplo, o tráfico de drogas que acontece todos os dias.

Além disso, a falta de investimento por parte do governo deixa a desejar na tecnologia. O país se encontra localizado fazendo fronteira com os três maiores produtores de cocaína do mundo Colômbia, Peru e China, além de entrar outras drogas como a maconha vindo do Paraguai, já é de extrema facilidade entrar em contato com produtos ilegais, ainda com a falta de satélites e sensores, fica mais exaustivo e difícil o trabalho dos policiais.

Contudo, cabe ao governo brasileiro garantir a verba e os investimentos necessários nas fronteiras do nosso país. A luta contra um dos maiores problemas, o tráfico de drogas, deve começar principalmente na chegada desses ao país. É de extrema importância o investimento na tecnologia, na implantação de sensores, satélites e a contratação de mais policiais para a realização do serviço.