Desafios da polícia de fronteira no Brasil

Enviada em 21/06/2020

A partir do século XX, países como Brasil ingressaram na política de combate às drogas, entretanto, a nação brasileira via como porta de entrada para as drogas e outras atividades ilícitas a sua enorme fronteira. Sua enorme área natural, que em muitas vezes apresenta vantagens e diversidades ecológicas, agora apresenta um problema moderno que necessita de fiscalização e controle. Todavia com uma enorme demanda contingencial para equipamentos tecnológicos de monitoramento e para pessoal efetivo o trabalho da polícia de fronteira brasileira fica cada vez mais difícil.

A priori, com uma fronteira totalizando quase 25 mil km - dentre terrestre e marítima -, o efetivo da polícia para esse trabalho, de acordo com o site do senado é de cerca de mil pessoas, uma proporção ínfima para um desafio tão grande. Com esses dados é possível perceber que cada agente teria, em tese, que cuidar de 25 km, sozinho, o que torna tal feito deveras difícil.

Nesse espectro, com a dificuldade para remanejamento de pessoal e com o advento da globalização e das novas formas de tecnologia, tornou-se possível, muitas vezes, com o uso da tecnologia, realizar o trabalho do qual necessitaria de muitas pessoas, permitindo inclusive, o mapeamento digital de um local sem ao menos necessitar da presença física do agente. Entretanto, tais equipamentos requerem elevados custos, dos quais o orçamento brasileiro não tem conseguido arcar. Dados atuais, revelados pelo “O Globo”, evidenciam que o investimento nesse sentido, teve uma queda abrupta, de cerca de 70 milhões.

Com isso fica compreensível a atual situação da fiscalização da fronteira brasileira, precisando assim de urgentes intervenções. Para isso, é preciso um maior comprometimento do governo, para fornecer equipamentos, pessoal e ainda treinamento tecnológico para os mesmos; isso será possível por meio de concurso público que preencha a falta de vagas no quadro pessoal e por meio de licitação pública para os equipamentos.