Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 16/04/2018

Sabe-se que o corpo humano é um maquinário complexo e perfeito. Todavia, para o seu funcionamento adequado, algumas regras precisam ser observadas. Entre elas, destaca-se o balanço nutricional. A regra de ouro da nutrição é o equilíbrio entre calorias consumidas e gastas. Quando se ingere mais alimentos do que o necessário, o organismo começa a armazenar o excesso sob a forma de tecido adiposo.

Essa desproporção pode se tornar um problema grave, caso não sejam tomadas medidas adequadas. A obesidade infantil é ainda mais delicada que a adulta, já que a criança ou o adolescente pode não ter a maturidade para entender claramente os riscos advindos do sobrepeso. Nesse contexto, torna-se fundamental a participação dos pais, da família, da escola e dos profissionais de saúde.

Dados divulgados em 2015 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia) apontam que o Brasil já é o quinto colocado no “ranking” dos países com mais obesos no mundo. Segundo essa mesma pesquisa, 15% das crianças brasileiras com idade entre 5 e 9 anos têm obesidade atualmente. Os dados são alarmantes e sugerem que é preciso buscar soluções urgentes para reverter o quadro.

O sobrepeso também é nocivo por suas implicações para a autoestima. Assim, fatores psicológicos e emocionais assumem crucial importância. Se os números apresentados pela balança sobem, é possível que a autoimagem seja afetada na proporção inversa. Abre-se, assim, a possibilidade desse indivíduo ser alvo de bullying. Não é raro o relato de casos dessa natureza no contexto das escolas.

Como solução, defende-se uma campanha em prol de uma alimentação mais saudável em todas as escolas do país. Para isso, articular-se-ia a participação de Organizações Não Governamentais (ONGs) que atuam a área da educação, fornecendo o suporte de nutricionistas para visitar as escolas conveniadas. O Ministério da Educação poderia participar criando uma campanha nacional de conscientização sobre hábitos alimentares.