Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 21/04/2018

Segundo Aristóteles, filósofo grego, o ser humano deve buscar o equilíbrio, por meio da justa medida. Analogamente, percebe-se que, de certo modo, a sociedade vai contra o postulado filosófico, uma vez que o número de casos referentes à obesidade, principalmente a infantil, aumentou na última década. Isso está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento da tecnologia e à superproteção parental na vida das crianças.  Esse cenário é inaceitável para nações em desenvolvimento.                                         É notório que, após a Terceira Revolução Industrial, com a crescente urbanização e a verticalização das famílias em apartamentos, a tecnologia auxilou no conforto de muitos pais, ou seja, esses deixam seus filhos entretidos com a tela de um celular, computador, televisão, para se dedicarem a suas tarefas cotidianas. Contudo, isso faz com que os filhos não queiram sair de casa e acabem não realizando exercícios físicos, o que justifica grande parte do sobrepeso infantil e das doenças crônicas como doenças cardiovasculares, diabetes e até hipertensão.                                                                                      A posteriori,por apresentarem sobrepeso, as crianças acabam sofrendo “bullying” de outros alunos, o que acarreta desistência do ensino regular, tanto em colégios públicos quanto em particulares. Dessa forma, os pais ficam super protetores e não deixam a criança sair de casa,  assim, acabam não estimulando a realização de exercícios físicos e estipulando uma dieta saudável, a qual reduza a gordura corporal. Sob essa conjuntura, essas crianças desestimuladas na infância se tornam adultos infelizes, recorrendo a dietas baseadas no senso comum, o que prejudica saúde. Nota-se então, que a importância da escola como porta principal para o desenvolvimento saudável de crianças em sobrepeso e adultos satisfeitos com o corpo .                                                                                                                       Convém, portanto, que o Estado destine uma parcela maior dos impostos de renda para criação de programas cujo intuito seja  acompanhar  a alimentação de crianças, por intermédio de nutricionistas, visando o equilíbrio alimentar.Além disso, às escolas, em parceria com a família, cabe o estímulo da prática de esportes nas aula de Educação Física  e em casa, só assim, será possível minimizar a obesidade infantil.