Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 21/04/2018
“A vida deve ser uma constante educação.” A frase do escritor Gustave Flaubert demonstra que este processo faz parte da formação do ser. Porém, no limiar do século XXI, muitas crianças apresentam-se acima do peso. Problema esse, que apresenta desafios a serem combatidos. Dessa forma, deve-se analisar como a omissão dos pais e do poder público prejudicam a questão no hodierno.
Indubitavelmente, a omissão paterna é a principal responsável pela manutenção da obesidade entre crianças. Isso decorre da ascensão do capitalismo, quando os pais começaram a passar mais tempo nas fábricas em detrimento de suas casas. A sociedade então, por tender a incorporar costumes de época, conforme defendeu o sociólogo Pierre Bordieu, naturalizou esta ação e passou a reproduzir o modelo de trabalho. Logo, não se sustenta a tese de que seja normal muitas crianças se alimentarem mal, pela falta de orientação familiar.
Atrelado à família, nota-se que o poder público se esquiva do impasse. Isso porque, embora a Constituição Federal de 1988 garanta direito à saúde sem distinção, o Estado não garante a efetivação de muitas conquistas. Pois, os interesses socioeconômicos se sobrepõem ao cumprimento das regras constitucionais. Fatos esses, que tornam cada vez mais comuns casos de obesidade infantil no país. E de acordo com o jornal “O Globo”, cerca de 70% das crianças são afetadas pelo excesso de peso. Um fato inadmissível em um país globalizado.
Portanto, nota-se que os desafios são historicamente agravados pela família e pelo Estado. O Governo Federal, portanto, através do Ministério da Educação deve implementar disciplinas sobre educação alimentar nos ensinos infantil, fundamental e médio, a fim de melhorar a saúde de todos os estudantes. Ademais, deve atuar na contratação de psicólogos nas escolas para manterem diálogos com a famílias, fortalecendo assim, as relações paternas. Desse modo, a constante educação proposta por Flaubert, será de uma vez, respeitada.