Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 22/04/2018

É indubitável que a obesidade infantil é frequente ponto de preocupações, debates, preconceitos e aspectos inferiorizantes no Brasil. Desde a época da Segunda Guerra Mundial, quando as pessoas preparavam a sua própria comida e pratos nutritivos para as crianças e, por conseguinte, essas eram mais saudáveis e menos obesas, a questão da alimentação e do sobrepeso infantil é de grande relevância. Entretanto, após o conflito houve a chegada das tecnologias de alimentos industrializados, os quais são práticos e apetitosos embora, possuam um alto teor de gordura fazendo com que o público infantil possua diversos problemas de saúde, a partir de então o impasse persiste. Visto que, hodiernamente, os produtos alimentícios industriais são produzidos em grandes quantidades e o consumo é cada vez maior no meio social. Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas provenientes do segundo conflito militar global e a falta de responsorialidade em relação à nutrição infantil dificultam a resolução da questão.

Considerando a vasta miscigenação de crianças e adolescentes, influência midiática com desenhos infantis e brinquedos em torno de produtos alimentares e a falta de orientação alimentícia nas instituições de ensino e jardins de infância, é de grande percepção e naturalidade que os profissionais de saúde, atualmente, abrigue extensa pluralidade, apreensão no que se refere à obesidade infantil, posto que essa alteração física gera diferentes enfermidades nos menores como diabete tipo dois, a qual causa amputação, hipertensão, infartos e impossibilidade da criança praticar exercícios, além de outras brincadeiras.

Além disso, a discriminação devido ao excesso de peso é notório nos âmbitos escolares, já que vários estudantes acima do peso não conseguem ter as mesmas agilidades motoras que os outros alunos mais magros o que gera certos preconceitos, apelidos maldosos que contribui para a exclusão de crianças obesas prejudicando, assim, o seu desenvolvimento emocional como também, depressão.

Convém, desse modo, ao Ministério da Saúde promover, com uma parcela dos impostos públicos fornecidos pelo Governo, mais nutricionistas voltados para a saúde alimentar infantil nos postos de saúde e nas consultas com pediatras agendadas pelos pacientes nos hospitais públicos, além de mais endocrinologistas para o atendimento de crianças acima do peso para que essas possam ter um acompanhamento e, dessa forma, mudarem seus maus hábitos alimentares. Ademais, o Ministério da Educação deve entremeado com técnicos em nutrição proporcionar estágios para esses profissionais nas escolas e creches para que os alunos possuam orientação sobre uma alimentação saudável. Afinal, um país que herdou o legado deixado após a Segunda Guerra Mundial é digo de crianças salutíferas.