Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 26/04/2018
Desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Ao se pensar a respeito de Obesidade infantil, é possível afirmar que não é uma invenção atual. A problemática permanece ligada à realidade do país, seja pelo falta de atividade física, acompanhado das más escolhas alimentares. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal conduta para a sociedade.
É irrefutável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que no Brasil, o estimulo a prática de exercícios físico é precária, limitando essa harmonia, haja vista que, no período Neolítico, os seres humanos passaram de nômades á sedentário. É evidente que o meio tecnológico, tem progredido, porém, regredindo na parte ativa dos adolescentes, tornando-os cada vez mais cômodos.
Não apenas o sedentarismo, como também o segundo fator importante para reflexão é o consumo de alimentos poucos nutritivos como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade. Observa-se que a mídia influência grandemente na vida alimentar dos adolescentes, uma vez que, redes de fast food produzem comerciais apelativos a esse público, sendo os adolescentes consumidos assíduos dessas indústrias, resultando no aumento de peso e doenças crônicas, como a obesidade. Convém lembrar, como citou o filósofo Hipócrates, que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio.
É notório, portanto, que ainda há entraves para assegurar a solidificação de políticas que tendam à construção de um mundo melhor. Destarte, é imprescindível que a Receita Federal diminua os impostos de empresas privadas como academias e escolas de futebol, qual mostrem resultados do público adolescente, que tenham melhorados seus hábitos de atividades, além disso, ainda sob papel das empresas, estimulem por meio da mídia como pode ser prazerosa a prática de exercícios diários. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir à sociedade civil, como familiares, estudantes, palestras de núcleos culturais gratuitos em praças públicas, ministradas por nutricionistas e médicos, que discutam o combate a obesidade, dando exemplos de receitas saudáveis e acessíveis, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não caminhe para um futuro degradante.