Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 28/04/2018
“Nada é permanente, exceto a mudança.”, já afirmava o pensador grego Heráclito, a fim de mostrar a transitoriedade existente no mundo. Nessa perspectiva, cabe ao homem agir com o intuito de melhorar seus caminhos. No entanto, ao se analisar os desafios do combate à obesidade infantil é possível perceber que a falta de conhecimento acerca das informações nutricionais dos alimentos juntamente com a escassa prática de exercícios ainda são obstáculos às transformações que essa situação requer.
Em primeiro plano, é importante citar que o desconhecimento por parte dos consumidores sobre os componentes dos alimentos é um dos principais vilões que colaboram para o consumo excessivo de açúcar. Dessa forma, os pais alimentam seus filhos com produtos que possuem alto teor de gorduras e outros itens nocivos à saúde sem saber - considerando que são bombardeados por campanhas publicitárias que ligam bem estar e sucesso aos seus produtos, passando a ideia de saudáveis - o que, consequentemente, colabora para o sobrepeso infantil. Assim, explica-se os dados da UNIFESP de que 56% dos bebês tomam refrigerante frequentemente antes do primeiro ano de vida, mostrando, também, que grande parte das pandemias modernas como diabetes, depressão e estresse tem como base o excesso de peso.
Além disso, com o advento da 3° Revolução Industrial, diversas tecnologias mudaram significativamente o cotidiano mundial. Assim, é comum observar, atualmente, uma infância onde se prioriza jogos online com tablets e smartphones em detrimento de brincadeiras que exercitem o corpo e ajudam a acelerar o metabolismo como, por exemplo, correr e pular. Somado a isso, há a falta de segurança que impera nas cidades impedindo que crianças brinquem nas ruas - fato que era comum na geração passada - e possam realizar atividades simples como ir andando para escola. Logo, é possível perceber que há diversos empecilhos para o desenvolvimento de uma infância saudável.
Buscando combater os efeitos da obesidade infantil, é vital perceber a educação como ferramenta principal de transformação. Cabe as escolas e instituições de ensino, portanto, investir em aulas e palestras com profissionais qualificados que visem mostrar a importância nutricional dos alimentos, os mecanismos usados pela publicidade para atrair os consumidores e as consequências de uma má alimentação na vida de uma criança. Desse modo, desde a tenra idade as pessoas - mesmo diante do século XXI - poderão aprender a se alimentar melhor e os adultos serão mais cautelosos ao escolher os produtos, obtendo, assim, uma vida mais saudável. O caminho foi traçado, resta, agora, iniciar a mudança.