Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 27/04/2018

Um desafio de peso

Durante a Idade Média e Renascimento, a obesidade era valorizada e considerada como símbolo de saúde e poder. Hodiernamente, é reconhecida como uma pandemia influenciada por vários motivos. A obesidade infantil é resultado de um conjunto de fatores como genética, má nutrição e estilo de vida, que atinge conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 41 milhões de crianças com menos de 5 anos. Dessa forma, é um problema de saúde pública no Brasil.

É fundamental destacar, desse modo, a Teoria da Tábula Rasa de John Locke na qual diz que o ser humano é como uma tela em branco a ser preenchida por experiências e influências. Nesse contexto encontram-se as crianças que absorvem os costumes de sua família, principalmente no que diz respeito a alimentação pois, pela praticidade e falta de tempo consomem alimentos industrializados com baixo ou nenhum valor nutricional e por isso as crianças ficam vulneráveis à problemas ortopédicos,diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

É indubitável que a vida sedentária seja facilitada pelos meios tecnológicos, na qual as crianças não se esforçam fisicamente. Com isso, vem a tendência de comer cada vez mais, e consequentemente a obesidade. Precisa-se enfatizar que esta consegue causar na criança o isolamento, insegurança e baixa autoestima, deixando-a propensa a sofrer bullying que, em muitos casos decorre a depressão, levando o imbróglio a um patamar superior.

Fica claro, portanto, que a obesidade infantil é um problema que precisa ser elucidado. Por isso, é necessário que às escolas promovam conferências sobre alimentação saudável, para os alunos e suas respectivas famílias, com a presença de nutricionistas. Ademais, o Ministério da Saúde precisa promover campanhas de atividades físicas gratuitas para a população, afim de minimizar o sedentarismo pois, como dizia Martin Luther King: ‘‘Toda hora é hora de fazer o que é certo."