Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 06/05/2018
Jovens Kamikazes
A Revolução Industrial trouxe mudanças na forma de se produzir, e também interferiu no estilo de vida da população.O tempo engoliu o homem, que para adequar-se a esse novo cenário, foi submetendo-se a uma vida sedentária e com poucas horas de sono, a alimentação restringiu-se à enlatados e fast-food.É notório que tal cenário deu margem para o crescimento da obesidade, principalmente entre as crianças e adolescentes, acarretando no desenvolvimento de adultos doentes. Assim,é fundamental que o Governo,junto à sociedade busque soluções para este inconveniente social.
Em uma primeira análise, é notável que o processo de industrialização expandiu-se para diversas áreas, inclusive no setor alimentício. Desta forma, em um cenário capitalista, a alimentação tornou-se mais um produto de consumo, no qual o valor nutricional ficou em segundo plano, priorizando alimentos mais saborosos e atrativos, que possuem mais açúcares e calorias. Desta forma, em meio ao ritmo de vida acelerado, os fast-food e enlatados encaixaram-se perfeitamente, já que são rápidos no preparo e agradam o paladar. Todavia, o consumo exagerado destes, favorece na aquisição da obesidade, principalmente na faixa etária infanto-juvenil. Prova disso, foi a pesquisa feita pela Organização Mundial de Saúde,a qual evidenciou que cerca de 7,7% da população infantil brasileira está acima do peso.
De fato, durante a Segunda Guerra Mundial, jovens pilotos japoneses, denominados kamikazes, atiravam-se na frente inimiga aliada no intuito de ganhar a guerra. Na contemporaneidade, muitos jovens promovem ataques suicidas a própria saúde. A má alimentação, sedentarismo e poucas horas de sono são as armas utilizadas para tal processo. Desta forma, muitos destes tornam-se obesos, todavia, este não é o único problema. O excesso de massa corpórea abre espaço para diversas outras doenças, como diabetes e cardiopatias. Logo, tais jovens prejudicam de forma agressiva sua saúde, aumentado as chances de morrerem. Segundo a nutricionista Ravagnolli, as crianças de hoje possuem uma expectativa de vida menor que a de seus pais.
Fica claro, portanto, que a obesidade é um problema de saúde pública, que deve ser combatido. Assim, é fundamental que o Governo Federal, com o Ministério da Educação e Saúde, em parceria com as escolas, promovam campanhas de alfabetização alimentar nos centros de ensino, tanto para alunos, como para a comunidade, no intuito de reeducar o paladar dos adultos e educar o das crianças desde cedo, além de incentivar a prática de atividades físicas e melhoria no sono. Desta forma, a população, principalmente os jovens buscarão melhor sua qualidade de vida, aumento assim sua expectativa, já que tais medidas diminuirão as chances de tornarem-se obesos e adquirirem outros tipos de doenças.