Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 30/04/2018
Desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercados em detrimento de valores humanos essenciais como a saúde e o bem-estar infanto-juvenil, provocando a obesidade, em decorrência da intensa publicidade infantil aliado à falta de incentivo à atividade física.
Segundo dados do IBGE, cerca de 15% das crianças entre 5 e 9 anos de idade sofre com a obesidade, a qual pode ser causada pelo marketing direcionado para essa faixa etária, como também por herança genética. Na contemporaneidade a publicidade infantil alimentícia é bastante visível, desde desenhos com personagens em forma de comida até comerciais de fast-food em que o lanche vem acompanhado de um brinquedo de algum personagem famoso.
Urge salientar que, os supermercados adotam como estratégia de consumo a organização das prateleiras, onde deixam os alimentos de personagens e de animais numa altura em que a maioria das crianças possam alcançar. Dessa forma, elas são motivadas a consumi-los e devido a carência de atividade física em sua rotina e a falta de incentivo para a prática da mesma, por fim, acabam adquirindo diversas complicações além do excesso de peso, a apneia, a baixa autoestima, problemas cardíacos, entre outros.
Segundo Platão defendia, o importante não é apenas viver, mas viver bem. Portanto, medidas são necessárias para o aprimoramento do processo. Desse modo, o Ministério da Saúde deve promover palestras de reeducação alimentar nas escolas em consonância com incentivo e prática de atividade física, promovida pelo profissional e educador da área. Além disso, o governo deve investir na inserção de aulas de esportes diversos no contra turno escolar e a família por sua vez, deve acompanhar as palestras de reeducação alimentar e colocá-las em ação para seus filhos. Assim, será reduzido as taxas de obesidade infantil e contribuirá para um estilo de vida mais saudável.