Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 03/05/2018

A obesidade hoje já se configura como um problema de saúde pública em todo o mundo. A par disso, chama ainda mais a atenção o aumento da sua ocorrência na infância. Tal fenômeno aponta não apenas uma queda significativa na qualidade de vida desse grupo, como também revela uma comunidade adulta despreparada para lidar com o desenvolvimento físico e mental dessas crianças.

Só no Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que uma cada em cada três crianças entre cinco e nove anos de idade estão com sobrepeso. Isso acarreta claros prejuízos à evolução dessas pessoas. Um dos perigos da obesidade, por exemplo, é que ela funciona como porta de entrada para doenças crônico-degenerativas, como diabetes e cardiopatias. Além disso, guarda relação com a diminuição de autoestima individual, contribuindo para o aparecimento de problemas psicológicos, o que a médio e longo prazo pode comprometer até a execução de simples tarefas.

Tendo em vista que a obesidade possui causas multifatoriais, as quais variam de uma predisposição genética a aspectos gerais de uma cultura, uma solução eficaz para o problema consta da sua prevenção sob a perspectiva do comportamento. Nesse sentido, adultos assumem um papel relevante em tal projeto. Os pais e a escola, desde cedo, precisam estimular as crianças na direção de uma alimentação mais saudável associada à prática constante de exercícios físicos.

Em resumo, o cerne do combate à obesidade infantil passa, sobretudo, pela opção por uma educação preventiva em todos os espaços onde circulam crianças. É um trabalho que requer participação ativa do mundo adulto, que é quem responde por e educa esse grupo. A ninguém interessa uma sociedade que cresce doente. Para isso, é importante que escolas invistam em aulas de educação física e tanto pais e demais responsáveis cuidem atentamente da alimentação e da saúde física e mental desses meninos e meninas.