Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 04/05/2018

Brás Cubas, o defunto autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu o legado da nossa miséria. Talvez hoje ele percebesse acertada sua decisão: a posturas de pais e escolas em relação a alimentação das crianças é uma das faces mais perversas de uma sociedade que se despe de hábitos saudáveis em nome das facilidades diárias.

É válido considerar, antes de tudo, a falta de dedicação familiar à alimentação de crianças. A fim de ocuparem menos tempo, do seu dia atribulado,acabam por incentivar uma alimentação a basa de “fast food”. Lancheiras abarrotadas dessas comidas prontas - sanduíches, pasteis e pizzas- são cada vez mais frequentes em escolas e creches. Essa situação vem preocupando o Ministério da Saúde, pois o que vem ocorrendo é um aumento significativo de doenças crônicas, diabetes e infarto do miocárdio, em crianças e adolescentes.

Cabe apontar também o papel da escola nesse processo. o ensino formal deve orientar a uma alimentação saudável e mostrar a necessidade de fazer do próprio alimento o remédio para as doenças supracitadas, esse ensinamento é milenar e surgiu na Grécia. Porém essa priorização no espaço acadêmico é deficitário, visto que, o que ocorre é uma negligência à alimentação da base da pirâmide etária brasileira. Faltam de atenção essa que se configura em lanches poucos saudáveis e comércio de guloseimas dentro das próprias instituições.

Portanto, fica evidente, que a má alimentação na infância causa prejuízos a saúde e deve ser combatida. Para isso, o governo brasileiro deve fiscalizar escolas limitando a venda de alimentos inadequados dentro da própria, seguindo de orientações à famílias por nutricionistas de como preparar um alimento saudável. Não menos importante a mídia deve exercer seu papel por meio de propagandas que estimule o consumo de alimentos nutritivos e não agressivos - sempre seguida de perto por ONGs e comissões que agarrem essa bandeira.