Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 24/10/2025

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), conjunto de normas mais impor-tante para a população jovem, declara como dever da sociedade a efetivação do direito à saúde desta. No entanto, uma vez notado a existência de desafios para o combate à obesidade infantil, a realidade se mostra distante do ideal. É preciso, portanto, analisar as causas do problema: a incompetência estatal e a indiferença das pessoas.

Diante desse cenário, deve-se primeiro culpar a irresponsabilidade do governo, já que a sua omissão representa a ausência de barreiras para o crescimento de com-plicações de saúde. Nessa ótica, conforme o livro “Leviatã”, do filósofo Thomas Hobbes, a intervenção estatal é necessária como forma de manutenção do bem-estar. Entretanto, o Estado falha no seu papel sendo ineficaz no combate à obesi-dade infantil, devido à falta de maior foco, através de, por exemplo, palestras e ma-terial didático, das instituições educacionais a essa questão. Dessa forma, uma grande parcela das pessoas não conhece a fundo os riscos do excesso de peso na população jovem, contribuindo para o óbice.

Ademais, a apatia dos indivíduos é um obstáculo, nesse contexto, porque ela im-pede que medidas sejam tomadas. Sob esse viés, segundo o escritor Oscar Wilde, “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma na-ção”. Porém, a maior parte dos brasileiros não se incomoda de forma relevante com a questão, pois não expressa seu desagrado por meio de ações em conjunto capazes de mudar a situação, como a promoção de brincadeiras e exercícios físicos para crianças. Tais circustâncias, consequentemente, corroboram com a persistên-cia do revés e requerem correção imediata.

Infere-se, em suma, a urgência de uma intervenção. Cabe, então, ao Estado, prin-cipal promotor do bem-estar num país, popularizar vídeos explicando os perigos da obesidade infantil, por meio das redes sociais, meios de comunicação dominantes do século XXI. Tal medida terá como finalidade a conscientização dos indivíduos, vi-sando instigar uma tomada de ação dos mesmos. Por fim, a realidade se aproxima-rá do proposto pelas normas do ECA.