Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 09/05/2018
A fome já é um problema quase vencido, o que não se esperava era a obesidade se tornar um problema ao ponto que é hoje. Isso aconteceu porque embora tenham sido criadas condições para poder-se alimentar mais pessoas, essa alimentação se tornou defasada: a preferencia por fast-food faz com que essas crianças percam em qualidade alimentar. Além disso, a falta de atividade física causada pelo maior acesso à tecnologia faz com que perca-se mais tempo no computador, televisão ou em videogames, ao invés de atividades que contribuam para o gasto de energia. E isso tudo, acaba por comprometer a qualidade do sono dessas crianças, que ficam mais cansadas, num ciclo vicioso, como na lei de Newton: um corpo parado tende a permanecer parado.
Essa problemática se dá pela vida corrida dos pais, que na maioria das vezes não tem tempo suficiente para preparar uma refeição rica em legumes e verduras para seus filhos. Como em uma sociedade capitalista tempo é dinheiro, não perde tempo promovendo a melhor nutrição da família. A falta de alguns tipos alimentares pode causar doenças - muitas vezes reversíveis se esse tipo for oferecido à posteriori, como é o caso do escorbuto causado pela falta da vitamina C. E, assim como a falta de alguns gera doença, o excesso de outros também gera: muitos carboidratos ou gordura em excesso podem causar diabetes, colesterol alto e até mesmo hipertensão.
Além disso, a falta de exercícios também é fator determinante em se tratar de obesidade como um todo. As crianças perdem muito tempo hábil com eletrônicos:o dia inteiro, e até a noite. E essa relação estabelecida com tais aparelhos é muito difícil de ser rompida, mesmo porque a quantidade de luz presente neles faz com que não sintam sono, já que ele é regulado pela mudança de luminosidade entre dia e noite. Dormir tarde se torna natural, acordar tarde também. E outro problema se dá a partir disso: a presença de luz durante o sono prejudica a secreção de alguns hormônios, como o do crescimento, por exemplo.
Logo, é de fulcral importância que se criem mais escolas de tempo integral, numa parceria entre Ministério da Educação e Ministério da Saúde, com alimentação e atividades físicas propostas pela própria instituição. Assim, os pais atarefados poderiam deixar seus filhos na escola, com a certeza de que os pequenos estariam recebendo uma refeição balanceada de acordo com a demanda nutricional de seus corpos. Além disso, o acompanhamento psicológico de crianças obesas é fundamental, já que elas podem ter queda de autoestima e até depressão por serem diferentes do padrão esperado. O exercício, praticado em aulas de educação física também seria muito importante para o fim desse quadro, tanto de obesidade como de depressão. Assim, gradativamente se resolveria tal problemática.