Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 02/11/2025

Sendo o individualismo o maior conflito da pós-modernidade, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, a parecla da população tende não reconhecer os desafios do combate à obesidade como entrave recorrente. Nesse panorama, cabe enfatizar duas fontes para esse problema: má influência midiática e desigualdade social.

Em primeiro lugar, é importante destacar o poder manipulátorio da mídia como promotor do problema. Consoante aos sociológos Adorno e Horkheim, a indústria cultural é um mecanismo capitalista que visa, essencialmente, a comercialização de um produto em larga escala. Dessa forma, conteúdos digitais são financiados por empresas do setor de Fast-Food para divulgar produtos industralizados, a fim de induzir, especialmente as crianças, ao consumo. Logo, a exposição sistemática a imagens de refrigerantes, doces e hambúrgues, contribui para a normalização de hábitos nocivos, favorecendo surgimento de doenças, como o diabetes.

Ademais, é imperativo ressaltar a discrepancia social como potencializadora da problemática. Nesse viés, o escritor Ariano Suassuna defende a existência de uma injustiça secular capaz de dividir a sociedade em duas vertentes : a dos despossuídos e ados favorecidos. Dessa forma, a parcela da população que se encontra no grupo desfavorecido não é detentora do poder aquisitivo que permita o acesso à aliemetação saúdavel. Sendo assim, diversas crianças crescem em um ambiente familiar onde o consumo de frutas e verduras não é frequentes devido ao alto preço desses produtos, o que dificulta o desenvolvimento alimentar desses indivíduos. Desse modo, a desigualdade social consolida-se como um dos principais entraves para efetivação da igualdade.

Portanto, atitudes devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação órgão responsável pela educação do país promova campanhas educativas nas escolas sobre alimentação saudável. Tal ação deve ser feita através de palestras conduzidas por nutricionista para explicar os risco do consumo excessivo de industralizados, a fim de garantir um pensamneto responsável no público-juvenil.