Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 08/05/2018
Obesidade: a mãe das doenças crônicas.
No século XVIII, o mundo sofreu drásticas mudanças com o advento da Revolução Industrial. Destarte, para acompanhar o ritmo frenético das transformações ocorridas, os hábitos alimentares foram modificados. Hodiernamente, com o intuito de poupar tempo, pais utilizam de fast foods para alimentar seus filhos. No entanto, isso vem corroborando para o crescimento da obesidade infantil brasileira, problema que carece de ser solucionado.
Em verdade, os dados acerca do sobrepeso infantil na Federação são alarmantes: segundo o Ministério da Saúde, 1 em cada 3 crianças são obesas. Não obstante, a dificuldade em reverter o quadro é latente devido a má alfabetização do paladar dos pequenos tupiniquins, que foram ensinados a comer mal desde os primeiros contatos alimentares.
Consonante aos fatos supracitados, o sobrepeso não é um problema isolado, visto que, ele acarreta diversas doenças crônicas, como: problemas cardiovasculares, hipertensão, diabetes, cirrose, entre outras, configurando-se, portanto, como um grave imbróglio relacionado à saúde pública brasileira.
Por conseguinte, faz-se necessário, que os pais eduquem o paladar das crianças desde os 6 meses de idade, quando há os primeiros contatos com alimentos que não o leite materno. Estes devem ser os menos industrializados possíveis, para que o infante cresça com o hábito de ingestão natural e saudável. Além disso, a prática de exercícios físicos regulares é de extrema importância para a saúde corporal, logo, deve ser adotada de maneira obrigatória nos currículos escolares. Ademais, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Agricultura, deve fornecer subsídios que estimulem a agricultura familiar, já que, quanto mais alimentos orgânicos e saudáveis disponíveis no mercado, maior será o acesso à eles, facilitando a mudança alimentar dos brasileiros, e erradicando, destarte, a obesidade vigente.